Bons dias. Antes de mais, em resposta ao pedido que a organização do CCC realizou, passamos a referir que todos os elementos deste grupo foram avaliados com 19 valores na disciplina de área de projecto.
Agora o tema deste post:
Passeamos, circulamos, nesse espaço a que chamam ruas. E, fazendo uma síntese, o resultado de uma viagem de carro pela Trofa é sempre o mesmo: irritação.
É preciso parar, reflectir sobre o problema e não apenas dizer e insistir que é necessária a variante X ou o acesso y.
O problema reside na edificação da cidade da Trofa sem qualquer tipo de preocupação na área do ordenamento de território. A verdade é que a cidade encontra-se irregularmente esquartejada pelas vias de comunicação, o que leva evidentemente a problemas de trânsito.
E mais profundamente, esta falta de ordenamento do território leva à carência de espaço livre onde poderia nascer espaço verde e equipamentos urbanos a servir o desporto, a cultura e a ciência. Consequência: Pior qualidade de vida.
É preciso estarmos atentos a esta falta de organização e contestar o que está errado: é preciso a opinião de todos. Pois, como refere James Surowiecki em The wisdom of crowds, a sabedoria da multidão é sempre superior à dos peritos.
Caso contrário, como dizia um trofense com quem conversei, "só um terramoto igual ao de 1755 e um Marquês de Pombal pode salvar e finalmente organizar e evoluir a Trofa".
002ordemparacriar (Nuno Azevedo, João Maia, José Rui)
Ao longo deste pequeno período de pesquisa e reflexão, descobrimos já alguns pontos fracos da Trofa no sector desportivo, que por um lado não contribuem de forma alguma para a fixação dos jovens talentos desportivos e por outro não promovem a actividade desportiva dos habitantes.
Problemas: Falta de infra-estruturas na cidade da Trofa (pavilhões polivalentes ao dispor da comunidade, ciclovias); Escassez de opções e clubes e associações desportivas (principalmente para jovens mais velhos, com idades acima de 14 anos); Apelo deficiente à prática do desporto; Realização de poucos eventos desportivos na Trofa.
Falta algo. Ou melhor, falta muito.
A equipa tem vindo a discutir um projecto nesta área, que se revelaria como um útil aliado no combate à falta de actividade desportiva.
Uma infra-estrutura que funciona bem nas outras cidades e que não temos.
Um Parque da Cidade: espaço que promove o desporto, o contacto com a natureza e o movimento. Poderia numa fase futura promover a ciência, quem sabe.
Um espaço com ciclovias e caminhos pedonais, um espaço com campos multi-desporto, ao serviço da população.
O grupo aponta por outro lado uma possível localização deste parque. O parque do Monte de Paradela, área em crescimento e dinamizada por fortes personalidades. E tem outras vantagens:
Grande área; Infra-estruturas de acesso; Trilhos pedonais já definidos; Parque desportivo (2 campos de futebol, propriedade do Clube Desportivo Trofense); Paisagem pouco modificada pela actividade humana, promovendo o contacto com o ambiente.
(No final do post encontra-se uma visualização da área através do Google Earth)
Para a próxima semana estão agendadas várias conversas com os responsáveis por este local, pelo que iremos aproveitar as ocasiões para desenvolver esta ideia.
Cumprimentos,
002 ordem para criar (Nuno Azevedo Silva, João Maia, José Rui)
Embora bastante relutantes em relação à realização deste texto, vamos publicá-lo como resposta ao apelo da comissão organizadora do concurso.
Mas antes disso, devemos dizer que nos encontramos profundamente desagradados com a postura com que alguns colegas enfrentam o projecto: tal como já comentámos noutros blogues, este concurso é acima de tudo uma oportunidade para desenvolver um projecto útil e motivante.
Não uma competição.
A postura ideal:
Melhorar a cidade; Trabalhar para isso.
Passamos então a avaliar o nosso trabalho segundo o CCC:
Descrição das actividades de forma objectiva, centrando-se em aspectos essenciais: Elaboramos uma planificação do projecto concisa e descrevemos ao longo deste tempo tudo o que realizamos de uma forma sucinta, procurando não exagerar no sensacionalismo. O post anterior, o tal dedicado à cultura, serve de prova.
Respeito pelas referências (hora, data,...) e recursos utilizados: Tentamos mencionar o que utilizamos, embora tudo o que foi feito até agora resulta de um esforço árduo de pesquisa e muito trabalho de campo, já que a câmara tem respondido com silêncio às nossas tentativas de diálogo.
Comentários e reflexões críticas: Será necessário? Estamos a realizar um trabalho com uma metodologia idealizada por nós. Quando algo não correr bem criticamos o método. Mas, Se o idealizamos, é porque acreditamos que é o melhor: o que haverá a criticar nesta fase tão inicial?
Criatividade, perceptibilidade, coerência: Utilizamos um método de pesquisa, absorção e reflexão, terminando com um brainstorming sobre o problema, tentando elaborar um conjunto de soluções criativas e coerentes, susceptíveis de serem aplicadas.
Interacção com a comunidade: Foi elaborado um cartaz para promover o trabalho; Os nossos estudos baseiam-se em opiniões recolhidas junto da população, principalmente junto do público-alvo, os jovens; Por outro lado, temos apelado junto da comunidade, à visita do blog e à crítica das ideias apresentadas.
Actualização regular do blogue: O que é actualizar regularmente? Temos actualizado com o necessário, com tudo o que se relaciona de uma forma muito objectiva e não maçadora com o nosso trabalho.
Visitem o blogue na próxima quinta, pois vamos publicar um pequeno estudo sobre a área do desporto e o seu desenvolvimento na Trofa, apresentando soluções para dinamizar este sector.
Cumprimentos,
002 ordem para criar (Nuno Azevedo, José Rui, João Maia)
Este post é dedicado à tal área subdesenvolvida na Trofa, apelidada de cultura..
O que origina esta estagnação?
Falta de espaços destinados à divulgação da expressão artística. Escassez de eventos. Apoio pouco produtivo. Fraca adesão da população às poucas actividades realizadas.
Refiro-me principalmente à população JOVEM, pois, por outro lado, a população mais idosa apresenta-se em massa nos eventos a eles destinados.
O que poderia ajudar a combater?
O grupo tem estudado e discutido várias opiniões. Repetimos a necessidade de criação de uma biblioteca municipal.
Lançamos uma ideia:
Criar uma casa da arte, de gerência entregue a uma associação de jovens artistas trofenses, que remodelariam o espaço e o tornariam num verdadeiro centro de promoção da cultura. Uma casa com espaço para a música, para o teatro, para a pintura, para a fotografia, para o cinema, para as tradições, e mesmo para a cavaqueira juvenil.
Um espaço que finalmente consiga revolucionar a mente estranhamente estagnada dos jovens trofenses.
Para a eficiência desta casa, esta deve localizar-se no centro da Trofa e sugerimos que surja da recuperação de uma habitação degradada. Pura requalificação urbana.
Iremos na próxima semana desenvolver esta ideia e comunicá-la ao pelouro da cultura da câmara municipal da Trofa. Agradecemos sugestões que nos possam ajudar a consolidar esta ideia.
Cumprimentos, 002ordemparacriar (João Maia, José Rui, Nuno Azevedo)
Antes de começarmos, pedimos desculpas pela ausência prolongada, forçada pela necessidade de reflexão e interiorização do estado da Trofa.
Passaram-se dias. População: a palavra surge sempre que pensamos no estado da cidade. Conclusão: a Trofa não está bem, em parte, devido à passividade da nossa população.
Exemplo: Ficamos chocados quando na sexta-feira, dia 16 de Novembro, apenas se contavam 48 pessoas no mercado da Trofa a assistir aos concertos que aí se realizaram. Desumano. É certo que nem sempre as autoridades competentes promovem de uma forma ideal os eventos. Mesmo assim...
E é só um exemplo.
Quem já saiu do seu covil para criticar a Trofa?
O que mais choca: a população jovem. Ver jovens, que normalmente são criativos e activos, imaturos, sem ambições e desprezando a cultura é abominável.
Deste modo, a nossa equipa tem, no sentido da promoção da cultura e da actividade social, sondado medidas e elaborando projectos que muito brevemente irá publicar, que visam sobretudo a cultura, a ciência e o desporto.
Para finalizar, é importante frisar: a receptividade da população é a base dos frutos de todo o projecto.
Amanhã, disponibilizaremos o mapeamento da Trofa que temos vindo a realizar no Google earth, bem como publicaremos a 1ª parte do estudo do desenvolvimento da Trofa: Serviços e instituições. A 2ª parte será publicada no fim-de-semana e consiste num relatório sobre os diferentes sectores de actividade na Trofa.
Passaram-se alguns dias, talvez semanas. As ideias foram surgindo e, segundo algumas, planeamos o nosso trabalho para este primeiro período. Não arriscámos o plano para o ano lectivo pois certamente muitas ideias ainda vão aparecer. Deixamos um rascunho do nosso projecto. Projecto que se assume assim como um improviso, liderado por jactos de criação que ainda virão. Apresentamos algumas fases, e que, tal como todas as que não são apresentadas porque ainda surgirão, serão documentadas neste espaço.
Novembro 2007
Pesquisa a incidir sobre as actividades económicas e identificação dos serviços disponíveis na Trofa;
Criação do Pensatório clube de discussão (reuniões mensais) sobre a cidade da Trofa (dirigido aos alunos do 10º, 11º e 12º da Escola Secundária da Trofa);
Criação de uma campanha de sensibilização (nome ainda a definir) que vai visar a sensibilização da população para a necessidade de uma postura mais activa a nível ambiental;
Elaboração da Biografia da cidade da Trofa e produção de vários recursos multimédia para apresentação da cidade.
Dezembro 2007
Visita das empresas mais importantes da Trofa;
Início da campanha de sensibilização;
Planeamento da organização de uma mostra da Trofa (a realizar em Abril 2008), evento a realizar na Escola Secundária da Trofa e que tem como objectivos principais a promoção da cultura e projectos científicos de origem trofense, a sensibilização para os problemas da região e apresentação de soluções.
002 ordem para criar é uma equipa formada pelo João Maia, José Rui e Nuno Azevedo, alunos da turma 1202 da Escola Secundária da Trofa. O professor de área de Projecto e coordenador deste projecto é o Professor António Leite.
Outubro 2007, Trofa Três amigos decidem finalmente fazer algo. O espírito crítico que há muito fervilhava vê num pedaço de papel algo que agrada.
cidades criativas reflexão sobre o futuro das cidades portuguesas
anunciava um cartaz solitário. Conversas e discussões, sonhos. Dos três amigos embalados pela necessidade de evolução e criação, nasce o 002 ordem para criar . É o grito de evolução, vindo de uma cidade carente de criatividade. Quase estagnada. Desinteressante.
Quanto a este sítio, será o núcleo do projecto: o centro de discussão e apresentação de ideias e ideais, de visões futuristas. De reflexões críticas.
O nosso projecto é, acima de tudo, a ruptura com o presente através da criação e imaginação. Se vale a pena?
"Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena."
002 ordem para criar (João Maia, José Ferreira e Nuno Azevedo)