Embora bastante relutantes em relação à realização deste texto, vamos publicá-lo como resposta ao apelo da comissão organizadora do concurso.
Mas antes disso, devemos dizer que nos encontramos profundamente desagradados com a postura com que alguns colegas enfrentam o projecto: tal como já comentámos noutros blogues, este concurso é acima de tudo uma oportunidade para desenvolver um projecto útil e motivante.
Não uma competição.
A postura ideal:
Melhorar a cidade; Trabalhar para isso.
Passamos então a avaliar o nosso trabalho segundo o CCC:
Descrição das actividades de forma objectiva, centrando-se em aspectos essenciais: Elaboramos uma planificação do projecto concisa e descrevemos ao longo deste tempo tudo o que realizamos de uma forma sucinta, procurando não exagerar no sensacionalismo. O post anterior, o tal dedicado à cultura, serve de prova.
Respeito pelas referências (hora, data,...) e recursos utilizados: Tentamos mencionar o que utilizamos, embora tudo o que foi feito até agora resulta de um esforço árduo de pesquisa e muito trabalho de campo, já que a câmara tem respondido com silêncio às nossas tentativas de diálogo.
Comentários e reflexões críticas: Será necessário? Estamos a realizar um trabalho com uma metodologia idealizada por nós. Quando algo não correr bem criticamos o método. Mas, Se o idealizamos, é porque acreditamos que é o melhor: o que haverá a criticar nesta fase tão inicial?
Criatividade, perceptibilidade, coerência: Utilizamos um método de pesquisa, absorção e reflexão, terminando com um brainstorming sobre o problema, tentando elaborar um conjunto de soluções criativas e coerentes, susceptíveis de serem aplicadas.
Interacção com a comunidade: Foi elaborado um cartaz para promover o trabalho; Os nossos estudos baseiam-se em opiniões recolhidas junto da população, principalmente junto do público-alvo, os jovens; Por outro lado, temos apelado junto da comunidade, à visita do blog e à crítica das ideias apresentadas.
Actualização regular do blogue: O que é actualizar regularmente? Temos actualizado com o necessário, com tudo o que se relaciona de uma forma muito objectiva e não maçadora com o nosso trabalho.
Visitem o blogue na próxima quinta, pois vamos publicar um pequeno estudo sobre a área do desporto e o seu desenvolvimento na Trofa, apresentando soluções para dinamizar este sector.
Cumprimentos,
002 ordem para criar (Nuno Azevedo, José Rui, João Maia)
Antes de começarmos, pedimos desculpas pela ausência prolongada, forçada pela necessidade de reflexão e interiorização do estado da Trofa.
Passaram-se dias. População: a palavra surge sempre que pensamos no estado da cidade. Conclusão: a Trofa não está bem, em parte, devido à passividade da nossa população.
Exemplo: Ficamos chocados quando na sexta-feira, dia 16 de Novembro, apenas se contavam 48 pessoas no mercado da Trofa a assistir aos concertos que aí se realizaram. Desumano. É certo que nem sempre as autoridades competentes promovem de uma forma ideal os eventos. Mesmo assim...
E é só um exemplo.
Quem já saiu do seu covil para criticar a Trofa?
O que mais choca: a população jovem. Ver jovens, que normalmente são criativos e activos, imaturos, sem ambições e desprezando a cultura é abominável.
Deste modo, a nossa equipa tem, no sentido da promoção da cultura e da actividade social, sondado medidas e elaborando projectos que muito brevemente irá publicar, que visam sobretudo a cultura, a ciência e o desporto.
Para finalizar, é importante frisar: a receptividade da população é a base dos frutos de todo o projecto.
Amanhã, disponibilizaremos o mapeamento da Trofa que temos vindo a realizar no Google earth, bem como publicaremos a 1ª parte do estudo do desenvolvimento da Trofa: Serviços e instituições. A 2ª parte será publicada no fim-de-semana e consiste num relatório sobre os diferentes sectores de actividade na Trofa.
Em conversa com gentes da Trofa, em visitas a livros antigos...
surge uma pequena síntese da história da cidade.
Não a história completa, essa é maçadora. É apenas uma colectânea de fragmentos da história que achamos por bem publicar para perceber a origem de alguns problemas que afectam esta zona, em especial a poluição do rio Ave.
A história começa à milhares de anos atrás.
Os primeiros vestígios de ocupação do território actual da Trofa remontam à idade do Bronze. Os 34 machados de Bronze encontrados em S. Martinho de Bougado, a mamoa junto à Estação da Trofa (destruída entretanto) e o emblemático Castro de Alvarelhos são provas dessa parte da história. A estrada denominada actualmente por EN14, Porto/Braga tem origens romanas e contribuiu de uma forma lógica para o desenvolvimento do território. A sua administração foi alternando entre Maia, Porto e Vila do Conde até que em 1835 é incluído no concelho de Santo Tirso, juntamente com outras 13 freguesias entretanto desagregadas da Maia. O século XIX começa e tudo muda. A inovação surge. A comunicação aumenta. A vida muda. A paisagem e o ambiente sofrem. Esquartejada pela construção das vias férreas Trofa/Fafe e Porto/Braga, pela estrada nacional 104 Vila do Conde/Santo Tirso e pela remodelação da EN14 o território até agora profundamente rural vê surgir no seu seio a industrialização, o aumento da densidade populacional e a Poluição. A Trofa, tal como todos os terrenos ao longo do Vale do Ave não deixou de poluir este curso de água. Com o passar dos anos a qualidade da água caiu e o rio morreu, tal como as azenhas, os engenhos de linho, as explorações agrícolas, as praias fluviais e muitos recursos agrícolas e piscícolas.
É o passado. Deixemos para trás este passado e concentremo-nos no presente e futuro desta cidade.
Criticar e inovar. Apresentar soluções.
Sons trofenses chegaram ao blog. A música que tem passado é Polícia do amor, dos Vespa. Em breve mais músicas, mais arte passará por aqui.
002 ordem para criar (João Maia, José Ferreira, Nuno Azevedo)
Passaram-se alguns dias, talvez semanas. As ideias foram surgindo e, segundo algumas, planeamos o nosso trabalho para este primeiro período. Não arriscámos o plano para o ano lectivo pois certamente muitas ideias ainda vão aparecer. Deixamos um rascunho do nosso projecto. Projecto que se assume assim como um improviso, liderado por jactos de criação que ainda virão. Apresentamos algumas fases, e que, tal como todas as que não são apresentadas porque ainda surgirão, serão documentadas neste espaço.
Novembro 2007
Pesquisa a incidir sobre as actividades económicas e identificação dos serviços disponíveis na Trofa;
Criação do Pensatório clube de discussão (reuniões mensais) sobre a cidade da Trofa (dirigido aos alunos do 10º, 11º e 12º da Escola Secundária da Trofa);
Criação de uma campanha de sensibilização (nome ainda a definir) que vai visar a sensibilização da população para a necessidade de uma postura mais activa a nível ambiental;
Elaboração da Biografia da cidade da Trofa e produção de vários recursos multimédia para apresentação da cidade.
Dezembro 2007
Visita das empresas mais importantes da Trofa;
Início da campanha de sensibilização;
Planeamento da organização de uma mostra da Trofa (a realizar em Abril 2008), evento a realizar na Escola Secundária da Trofa e que tem como objectivos principais a promoção da cultura e projectos científicos de origem trofense, a sensibilização para os problemas da região e apresentação de soluções.
002 ordem para criar é uma equipa formada pelo João Maia, José Rui e Nuno Azevedo, alunos da turma 1202 da Escola Secundária da Trofa. O professor de área de Projecto e coordenador deste projecto é o Professor António Leite.
Outubro 2007, Trofa Três amigos decidem finalmente fazer algo. O espírito crítico que há muito fervilhava vê num pedaço de papel algo que agrada.
cidades criativas reflexão sobre o futuro das cidades portuguesas
anunciava um cartaz solitário. Conversas e discussões, sonhos. Dos três amigos embalados pela necessidade de evolução e criação, nasce o 002 ordem para criar . É o grito de evolução, vindo de uma cidade carente de criatividade. Quase estagnada. Desinteressante.
Quanto a este sítio, será o núcleo do projecto: o centro de discussão e apresentação de ideias e ideais, de visões futuristas. De reflexões críticas.
O nosso projecto é, acima de tudo, a ruptura com o presente através da criação e imaginação. Se vale a pena?
"Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena."
002 ordem para criar (João Maia, José Ferreira e Nuno Azevedo)