Ao longo deste pequeno período de pesquisa e reflexão, descobrimos já alguns pontos fracos da Trofa no sector desportivo, que por um lado não contribuem de forma alguma para a fixação dos jovens talentos desportivos e por outro não promovem a actividade desportiva dos habitantes.
Problemas: Falta de infra-estruturas na cidade da Trofa (pavilhões polivalentes ao dispor da comunidade, ciclovias); Escassez de opções e clubes e associações desportivas (principalmente para jovens mais velhos, com idades acima de 14 anos); Apelo deficiente à prática do desporto; Realização de poucos eventos desportivos na Trofa.
Falta algo. Ou melhor, falta muito.
A equipa tem vindo a discutir um projecto nesta área, que se revelaria como um útil aliado no combate à falta de actividade desportiva.
Uma infra-estrutura que funciona bem nas outras cidades e que não temos.
Um Parque da Cidade: espaço que promove o desporto, o contacto com a natureza e o movimento. Poderia numa fase futura promover a ciência, quem sabe.
Um espaço com ciclovias e caminhos pedonais, um espaço com campos multi-desporto, ao serviço da população.
O grupo aponta por outro lado uma possível localização deste parque. O parque do Monte de Paradela, área em crescimento e dinamizada por fortes personalidades. E tem outras vantagens:
Grande área; Infra-estruturas de acesso; Trilhos pedonais já definidos; Parque desportivo (2 campos de futebol, propriedade do Clube Desportivo Trofense); Paisagem pouco modificada pela actividade humana, promovendo o contacto com o ambiente.
(No final do post encontra-se uma visualização da área através do Google Earth)
Para a próxima semana estão agendadas várias conversas com os responsáveis por este local, pelo que iremos aproveitar as ocasiões para desenvolver esta ideia.
Cumprimentos,
002 ordem para criar (Nuno Azevedo Silva, João Maia, José Rui)
Este post é dedicado à tal área subdesenvolvida na Trofa, apelidada de cultura..
O que origina esta estagnação?
Falta de espaços destinados à divulgação da expressão artística. Escassez de eventos. Apoio pouco produtivo. Fraca adesão da população às poucas actividades realizadas.
Refiro-me principalmente à população JOVEM, pois, por outro lado, a população mais idosa apresenta-se em massa nos eventos a eles destinados.
O que poderia ajudar a combater?
O grupo tem estudado e discutido várias opiniões. Repetimos a necessidade de criação de uma biblioteca municipal.
Lançamos uma ideia:
Criar uma casa da arte, de gerência entregue a uma associação de jovens artistas trofenses, que remodelariam o espaço e o tornariam num verdadeiro centro de promoção da cultura. Uma casa com espaço para a música, para o teatro, para a pintura, para a fotografia, para o cinema, para as tradições, e mesmo para a cavaqueira juvenil.
Um espaço que finalmente consiga revolucionar a mente estranhamente estagnada dos jovens trofenses.
Para a eficiência desta casa, esta deve localizar-se no centro da Trofa e sugerimos que surja da recuperação de uma habitação degradada. Pura requalificação urbana.
Iremos na próxima semana desenvolver esta ideia e comunicá-la ao pelouro da cultura da câmara municipal da Trofa. Agradecemos sugestões que nos possam ajudar a consolidar esta ideia.
Cumprimentos, 002ordemparacriar (João Maia, José Rui, Nuno Azevedo)
Em conversa com gentes da Trofa, em visitas a livros antigos...
surge uma pequena síntese da história da cidade.
Não a história completa, essa é maçadora. É apenas uma colectânea de fragmentos da história que achamos por bem publicar para perceber a origem de alguns problemas que afectam esta zona, em especial a poluição do rio Ave.
A história começa à milhares de anos atrás.
Os primeiros vestígios de ocupação do território actual da Trofa remontam à idade do Bronze. Os 34 machados de Bronze encontrados em S. Martinho de Bougado, a mamoa junto à Estação da Trofa (destruída entretanto) e o emblemático Castro de Alvarelhos são provas dessa parte da história. A estrada denominada actualmente por EN14, Porto/Braga tem origens romanas e contribuiu de uma forma lógica para o desenvolvimento do território. A sua administração foi alternando entre Maia, Porto e Vila do Conde até que em 1835 é incluído no concelho de Santo Tirso, juntamente com outras 13 freguesias entretanto desagregadas da Maia. O século XIX começa e tudo muda. A inovação surge. A comunicação aumenta. A vida muda. A paisagem e o ambiente sofrem. Esquartejada pela construção das vias férreas Trofa/Fafe e Porto/Braga, pela estrada nacional 104 Vila do Conde/Santo Tirso e pela remodelação da EN14 o território até agora profundamente rural vê surgir no seu seio a industrialização, o aumento da densidade populacional e a Poluição. A Trofa, tal como todos os terrenos ao longo do Vale do Ave não deixou de poluir este curso de água. Com o passar dos anos a qualidade da água caiu e o rio morreu, tal como as azenhas, os engenhos de linho, as explorações agrícolas, as praias fluviais e muitos recursos agrícolas e piscícolas.
É o passado. Deixemos para trás este passado e concentremo-nos no presente e futuro desta cidade.
Criticar e inovar. Apresentar soluções.
Sons trofenses chegaram ao blog. A música que tem passado é Polícia do amor, dos Vespa. Em breve mais músicas, mais arte passará por aqui.
002 ordem para criar (João Maia, José Ferreira, Nuno Azevedo)